Doenças de pele

 
 

Acne é uma doença de pele bastante comum em jovens entre a puberdade e a adolescência, em decorrências das alterações hormonais sofridas pelo corpo.

Acomete com maior frequência a face, mas também pode atingir costas, ombros e peito.

 

A acne ocorre quando os folículos pilosos ficam obstruídos por sebo e células mortas, o que favorece a colonização por bactérias que geram inflamação.

Existem diversos tipos de acne e, dependendo da gravidade, pode causar sofrimento emocional e cicatrizes na pele.

Diferentes tipos de acne:

Acne em recém-nascido – Acomete cerca de 20% dos recém-nascidos. Acontece quando certos hormônios são passados de mãe para filho através da placenta. Outra causa é o estresse do parto, que pode provocar a liberação de hormônios pelo corpo do bebê. As lesões geralmente desaparecem espontaneamente.

Acne infantil – Acomete bebês entre três e 16 meses, que apresentam cravos e espinhas. É causada quando os níveis hormonais estão mais elevados que o normal. Geralmente desaparecem até os dois anos.

 

Acne vulgar – É o tipo mais comum, que acomete adolescentes e jovens adultos.

 

Acne cística – Também chamada de acne conglobata, é rara, porém grave. Caracterizada por espinhas grandes que aparecem no rosto, peito, costas, braços e coxas, é difícil tratar e geralmente deixa cicatrizes.

 

Acne fulminante – É uma forma grave da acne conglobata, comum em meninos adolescentes. Nessa situação, um grande número de espinhas se desenvolve rapidamente nas costas e no peito. O paciente pode sofrer com febre e dor muscular e óssea. Geralmente deixa cicatrizes graves.

 

O tratamento da acne busca reduzir a produção de óleo na pele, acelerar a renovação celular, combater à infecção bacteriana e reduzir a inflamação. Em alguns casos, recomenda-se medicamento tópico ou medicação oral, que não devem ser usados durante a gravidez.  Também podem ser indicados o uso de antibióticos, contraceptivos orais, Isotretinoína oral e procedimentos cosméticos, como peeling químico e microdermoabrasão, lasers e luz pulsada.

Para reduzir as cicatrizes deixadas pela acne, podem ser recomendados preenchimento facial com ácido hialurônico, peelings químicos, dermoabrasão, microdermoabrasão, Laser e tratamento de radiofrequência e até microcirurgias.

 
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Alopecia é uma doença cujo sintoma é a rápida e repentina queda de cabelos do couro cabeludo ou de qualquer região do corpo.Com a doença, o cabelo cai em grades quantidades e a região do couro cabeludo fica exposta, assim como áreas onde antes haviam pelos corporais.

Tipos de alopecia:

Alopecia Hereditária – É o tipo mais conhecido, comumente chamado de calvície masculina. Tem causa hereditária somada à presença de andrógenos. É caracterizada pela queda de cabelos de progressão gradual, que começa pelo recuo da linha do cabelo na região fronto-temporal, sem perda de pelos do corpo.

É mais conhecida em homens, mas também pode acometer mulheres.

 

Alopecia Quimioterápica – É a perde da cabelos em decorrência do tratamento de quimioterapia ou radioterapia. Após o fim do tratamento, há novamente o crescimento do cabelo.

É importante ressaltar que nem todos os pacientes submetidos a um desses tratamentos sofrem a perda total de cabelos.

 

Alopecia Areata – É um tipo de queda de cabelos de forma localizada e limitada. Pode ter causas hormonais (hipo ou hipertireoidismo) ou nutricionais. Quando o problema for corrigido, o cabelo torna a crescer. Pode ter outras causas, como processo de envelhecimento, tinturas em excesso, alisamento e óleos, infecção do couro cabeludo por fungos, nevus ou cicatrizes cirúrgicas.

Alopecia Seborreica – Causada por uma dermatite.

 

Alopecia por eflúvio – Eflúvio é o período normal em que o cabelo cai naturalmente. Quando o mecanismo encontra-se desregulado, pode haver um período maior de queda de cabelo.

Para o tratamento da alopecia, é preciso consultar um médico dermatologista, que irá avaliar as causas, o tipo e a melhor forma de tratar do problema. Algumas opções de tratamento são o uso de medicamentos orais ou tópicos, uso de produtos cosméticos contra queda de cabelos ou tratamentos específicos como intradermoterapia e carboxiterapia, entre outros.

 
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Micoses são infecções causadas por fungos. Geralmente atinge a pele, unhas e cabelos, e se proliferam quando encontram condições favoráveis, como calor, umidade, baixa imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo.

 

Tipos de micose:

Pitiríase Versicolor – Caracterizada por pequenas manchas esbranquiçadas que escamam. Também conhecida como pano branxo, pode surgir na parte superior doc braços, rosto, pronto e pescoço. É mais comum em adolescentes e jovens. Pessoas com pele oleosa estão mais suscetíveis. O tratamento pode ser realizado com medicamentos tópicos ou orais. Pode haver reincidência.

 

Tinhas – Apresenta manchas vermelhas de superfície escamosa, com bordas nítidas que coçam. Também, conhecida como pé de atleta, podem aparecer em qualquer local do corpo, sendo mais comum nos pés.

 

Onicomicoses – São as micoses nas unhas, tanto dos pés quanto nas mãos. A unha fica mais grossa e descolada, e pode haver mudança em sua cor e forma. Pode ser doloroso e recorrente.

 

O tratamento varia de acordo com cada tipo de micose, tratadas com diversas drogas antifúngicas.

 
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O câncer de pele é a modalidade da doença que mais afeta os brasileiros. Cerca de 25% dos cânceres do corpo são de pele. Pessoas que estiveram expostas em demasia ao sol, sem proteção solar, têm mais tendência em desenvolver o problema. Isso acontece porque a exposição exacerbada agride a pele, o que causa alterações celulares que podem levar ao câncer.

 

A doença é caracterizada pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diversos tipos de câncer de pele, como os não melanoma e o câncer de pele melanoma. Dentre os cânceres não melanoma, há o carcinoma basocelular, que costuma ser mais frequente e é o menos agressivo, e o carcino, a espinocelular, que é mais agressivo e de crescimento mais rápido que o tipo basocelular.

Há também o melanoma cutâneo, que é o mais perigoso dos tumores de pele, com grande chance de progredir e contaminar outros órgãos. Apesar de agressivo, a incidência é inferior ao dos outros tipos de câncer de pele.

Tipos de câncer:

Carcinoma Basocelular – É o tipo de câncer de pele mais comum e o tipo menos agressivo. É um tumor constituído de células basais, que começam a se multiplicar de forma desordenada, o que origina o tumor. Esse tipo de câncer apresenta crescimento muito lento e dificilmente invade outros órgãos e tecidos. Acomete partes do corpo que costumam ficar mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e nariz. Como pode ser retirado precocemente, as chances de cura são boas.

 

Carcinoma Espinocelular – Corresponde a 20% dos tumores cutâneos não melanoma e é o segundo tipo mais comum de câncer de pele. Acomete regiões expostas ao sol como couro cabeludo e orelha. É mais comum em pessoas acima dos 60 anos. Esse tipo de câncer se forma a partir das células epiteliais e do tegumento, que são todas as camadas da pele e mucosa. Sua evolução é agressiva e pode ocorrer metástase.

 

Melanoma – Ocorre em partes do corpo como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. É um tumor maligno que surge a partir dos melanócitos, células que produzem pigmento. É um dos tipos de câncer de pele mais perigosos, porém com incidência inferior aos outros tipos de câncer de pele. Pode ocorrer metástase, e o câncer pode se espalhar até para o cérebro e coração.

 

O tratamento do câncer de pele mais indicado é a intervenção cirúrgica, com a retirada do tumor. Entretanto, há casos em que a cirurgia não é recomendada, principalmente quando há alguma comorbidade. Nesses casos, são indicados outros tratamentos para erradicação do problema, como tratamento de quimioterapia e radioterapia.

 
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Dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de dermatite. Também conhecida como eczema atópico, é uma doença crônica com erupções que coçam e apresentam crostas.

 

Surgem geralmente nas dobras dos braços e na parte detrás dos joelhos. Também pode vir acompanhada de asma ou rinite alérgica.

A causa do problema é desconhecida, mas acredita-se que a combinação entre pele seca e mau funcionamento do sistema imunológico seja a causa mais provável.

 

O tratamento é feito à base de medicamentos, como anti-histamínicos, ou medicamentos tópicos, como pomada de cortisona.

 

A dermatite de contato é uma reação inflamatória causada pela exposição a um componente que causa irritação ou alergia.

Os principais sintomas são erupção cutânea, coceira, vermelhidão e descamação. A doença não é contagiosa, não oferece risco de vida, e pode ser crônica ou aguda (mais de seis semanas com os sintomas).

 

Se ao primeiro contato com o agente já ocorrer a lesão é diagnosticada a dermatite primária; se for necessário maior exposição, é chamado dermatite de contato alérgica.

As causas mais comuns são sabonetes, detergentes, cosméticos, perfumes, bijuterias ou mesmo plantas.

 

O tratamento consiste em identificar o que causa a reação e evitar o agente agressor. Usar compressas úmidas e cremes com propriedades anti-inflamatórias também podem colaborar.

 

Dermatite Seborreica é uma doença crônica que causa uma inflamação na pele com sintomas como escamação e vermelhidão em áreas da face, como sobrancelhas e cantos do nariz, como couro cabeludo e colo.

Como é uma doença crônica, apresenta momentos de melhora e piora dos sintomas.

A causa pode ser genética ou ser desencadeada por fatores externos, como fadiga, estresse emocional, tempo frio, excesso de oleosidade e alergias. O problema também pode ser desencadeado pela presença do fungo Pityrosporum ovale.

Em recém-nascidos, o problema é conhecido como crosta-láctea. Surgem crostas grossas e amarelas, ou marrons sobre o couro cabeludo da criança. O problema é inofensivo e temporário.

Essa doença não é contagiosa, não é uma alergia e nem é perigosa. Também não é causada por falta de higiene.

Os principais sintomas são oleosidade na pele e no couro cabeludo, coceira, possível perda de cabelo, leve vermelhidão na área e surgimento de escamas brancas que descamam.

O tratamento envolve medidas como lavagens mais frequentes, evitar uso de chapéus e bonés, interrupção do uso de sprays, pomadas e géis para o cabelo, shampoos que contenham ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco e anti fúngicos; cremes e pomadas com anti fúngicos e em alguns casos corticosteróide.

 

Escabiose é uma doença transmitida pelo contato direto com uma pessoa infectada pelo ácaro Sarcoptes scabie, especialmente a variedade hominis. Pode afetar ambos os sexos e qualquer faixa etária. Popularmente conhecida como Sarna, a doença tem os sintomas evidentes de três a quatro dias após o contato com o ácaro, momento no qual surgem as pápulas, que são pequenas bolhas de água que costumam coçar muito. Nas crianças, pode afetar o couro cabeludo, palmas das mãos e plantas dos pés. É coceira costuma ser mais intensa à noite, o que provoca arranhões que podem infectar.

 

São vários os medicamentos que podem solucionar o problema. É recomendado que as soluções escabicidas sejam aplicadas em todo o corpo, por duas ou três noites seguidas. O tratamento também pode incluir o uso de drogas sistêmicas. É necessário evitar que o contágio aconteça entre as pessoas da família ou amigos próximos, com as roupas sendo lavadas e trocadas diariamente.

 

Hanseníase é uma doença contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Os sintomas mais comuns são sensação de formigamento e dormência nas extremidades, manchas brancas ou avermelhadas, perda da sensibilidade ao calor e ao frio, caroços e placas em qualquer local do corpo e perda da força muscular.

 

A evolução da doença depende da condição do sistema imunológico do indivíduo afetado. A doença tem cura e o tratamento é oferecido nas unidades de saúde de forma gratuita. O tratamento geralmente ocorre com a associação de dois ou três medicamentos e é denominada poliquimioterapia.

 

A maioria das pessoas que entra em contato com o basilo Mycobacterium leprae não desenvolve a doença. Especialistas apontam que alguns fatores ligados à genética podem ser o motivo da resistência ou da suscetibilidade. O período de incubação da hanseníase é longo, e varia de três a cinco anos.

 

Estrias são cicatrizes formadas a partir da destruição das fibras da pele. São marcas avermelhadas ou esbranquiçadas, em forma de linhas, que podem ocorrer por fator hormonal ou por ganho de peso. São mais comuns nas mulheres, com espessura e largura variáveis.

Geralmente aparecem após a distensão excessiva ou abrupta da pele, causada por crescimento rápido, ganho de peso, aumento excessivo dos músculos por exercícios físicos exagerados, colocação de expansores sob a pele ou próteses, gravidez, uso prolongado de corticosteroides tópicos, orais ou injetáveis, além de anorexia nervosa.

 

Os tratamentos conhecidos podem ser feitos de forma isolada ou em associações: ácido retinóico em creme e em concentração elevada; ácido glicólico; creme com vitamina C; microdermoabrasão; radiofrequência; laser de corante pulsado (dye laser), excimer laser, luz intensa pulsada, laser Nd:YAG, laser de érbio e laser de CO2 fracionado.

 

Os resultados são variáveis, podendo haver melhora e até regressão das estrias. Sempre é importante o uso de hidratantes que melhoram a qualidade da pele.

 

Herpes é uma doença contagiosa, causada pelo vírus HSV, causada pela exposição direta ao contado da pele e das mucosas com uma pessoa infectada.

Existem dois tipos do vírus HSV: o tipo 1 está associado às lesões orais, enquanto o tipo 2 é responsável por 80 a 90% das lesões genitais.

O herpes conhecido como labial é caracterizado pelo surgimento de bolhas pequenas e doloridas. A infecção pode não apresentar sintomas na fase inicial. Porém, o vírus pode permanecer em estado latente no rosto por tempo variado. O vírus é contagioso e o contágio pode acontecer pelo contato íntimo ou pelo compartilhamento de objetos, como lâminas, toalhas, louças e outros itens infectados. Durante o ato sexual, o contato oral-genital pode espalhar o herpes para os órgãos genitais.

 

Exposição ao sol, menstruação e estresse podem desencadear uma crise de herpes labial, que envolve lesões na pele na região dos lábios, boca ou gengiva; bolhas vermelhas e doloridas, que se formam, se rompem e liberam secreção; várias bolhas pequenas que se unem para formar uma bolha maior.

 

Sem tratamento, os sintomas podem desaparecer entre uma ou duas semanas. Porém, são indicados medicamentos antivirais que podem ajudar a amenizar os sintomas para que desapareçam mais rápido e aliviem a dor.

 

Pomadas antivirais também são recomendadas, devendo ser aplicadas a cada duas horas.

 

Já o herpes genital é uma doença sexualmente transmissível, que acontece via contato sexual desprotegido. O vírus do herpes simples Tipo 1 pode se espalhar da boca aos genitais durante o sexo oral, enquanto o vírus do herpes simples tipo 2 é mais comum aparecer na região genital. O vírus é comumente transmitido pelo contato com a pele de uma pessoa infectada com lesões visíveis, como bolhas e erupções, ou pelo contato com a saliva e com fluidos das genitálias de uma pessoa infectada.

 

Porém, há casos de transmissão que podem ocorrer quando não há lesões visíveis.

 

É comum que pessoas infectadas não saibam que estão com a doença.

 

Os principais sintomas da herpes genital são dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contato; manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que surgem dias após a infecção; úlceras na região dos genitais, que podem até mesmo sangrar e causar dor ao urinar; cascas que se formam quando as lesões cicatrizam. A ferida da herpes genital surge imediatamente quando o vírus entra no organismo e pode ser espalhada se o indivíduo tocar na ferida e, em seguida, tocar em outras partes do corpo.

 

Não há cura para o herpes. O tratamento consiste em evitar a recorrência da doença e impedir complicações mais graves. O tratamento é realizado à base de medicamentos antivirais.

 

Hiperhidrose, ou sudorese, é uma doença caracterizada pelo excesso desagradável de suor, que ocorre quando é ultrapassada a necessidade de termoregulação, que é o controle da temperatura corporal. Pessoas afetadas pelo problema podem ter aumento de sudorese sem qualquer causa aparente e em situações inexplicáveis. A condição costuma afetar axilas, mãos, pés, rosto ou qualquer outra parte do corpo.

É um problema que costuma trazer desagrado aos portadores. Pessoas com o problema podem se tornar inseguras e sofrer de uma forte tensão emocional.

Cerca de 2% da população sofre com esse mal. Alguns fatores podem justificar seu aparecimento, como doenças da tireoide, câncer, menopausa, obesidade, e problemas emocionais. Porém, é importante salientar que pessoas saudáveis também podem desenvolver o problema, que ocorre quando o sistema nervoso envia estímulos demais às glândulas que produzem o suor.

 

Os tratamentos variam de acordo com a intensidade do problema. Em casos leves, quando o suor excessivo não se repete diariamente, é indicado o uso de pomadas e desodorantes antitranspirantes à base de cloreto de alumínio. Em casos médios, quando o suor aparece pelo menos uma vez ao dia, é indicado o uso de medicamentos à base de oxibutina, que agem dentro das glândulas e reduzem a atividade desses órgãos.

Em casos graves, quando o suor excessivo aparece várias vezes ao dia, é indicado o tratamento com botox, ou a realização de uma cirurgia chamada de simpatectomia.

 

Aplicação de botox – É realizada somente nas áreas onde há maior concentração de suor. Pode ser feito em clínicas de dermatologia e em centros estéticos. A melhora é imediata, mas os efeitos da cirurgia são sentidos por completo a partir do quarto dia da aplicação. É recomendado fazer nova aplicação após um ano.

 

Simpatectomia – É realizado um corte onde são retiradas e queimadas as glândulas com defeito. É uma cirurgia simples, que envolve internação de pelo menos um dia.

 

Após a cirurgia, existe o risco do problema retornar em outra região do corpo, mas geralmente o organismo se adapta e o problema desaparece com o tempo.

 

Melasma é o aparecimento de manchas escuras na pele, geralmente o rosto, que podem ocorrer em outras áreas expostas ao sol, como braços e colo. É mais comum em mulheres entre 20 e 50 anos, mas também podem afetar os homens. Podem aparecer na gravidez, e levam o nome de cloasma gravídico.

 

Tipos de melasma:

 

Melasma epidérmico – Quando há depósito elevado de pigmento através da epiderme.

 

Melasma dérmico – Quando há depósito de melanina ao redor dos vasos superficiais e profundos.

 

Melasma misto – Caracterizado pelo excesso de pigmento na epiderme em certas áreas e na derme em outras áreas.

 

Os tratamentos variam, mas antes de tudo é importante que o paciente se proteja contra os raios ultravioletas e a luz visível.

Geralmente são indicados procedimentos para o clareamento e uso de medicamentos tópicos e orais.

Para auxiliar na remoção das manchas, são recomendados cremes clareadores a base de hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinóico, ácido azelaico, entre outros. Os resultados demoram cerca de dois meses para aparecer. Esse tratamento é constante.

Também é possível fazer uso do peeling, capaz de clarear a pele de forma gradual, porém, geralmente, mais rápido do que os cremes.

Há também o recurso de usar o laser ou outras formas de energia luminosa para ajudar o processo.

 

Psoríase é uma doença de pele crônica e autoimune, bastante comum, caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas, que aparecem em forma de placas. É comum que apareçam no couro cabeludo, cotovelos e joelhos, nos pés, nas mãos, unhas e região genital.

 

A extensão da doença varia de pequenas lesões localizadas até o comprometimento de toda a pele.

Não é contagiosa e pode ser recorrente. Pode apresentar formas leves e facilmente tratáveis ou, em casos raros, levar à incapacidade física ao acometer as articulações.

Tipos de Psoríase:

Psoríase Vulgar ou em placas – É o tipo mais comum, caracterizada por lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas. Costumam aparecer no coro cabeludo, joelhos e cotovelo. Podem coçar, causar dor e atingir todas as partes do corpo, inclusive genitais e dentro da boca. Em casos mais graves, a pele ao redor das articulações pode rachar e sangrar.

Psoríase Invertida – Aparece em forma de manchas inflamadas e vermelhas que atingem, principalmente, as áreas úmidas do corpo, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor dos órgão genitais.

Psoríase Gutata – Esse tipo da doença é mais comum entre crianças e jovens com menos de 30 anos. Geralmente é desencadeada por infecções bacterianas. Caracterizada pela formação de pequenas feridas em forma de gota, que ficam cobertas por uma fina escama. Costumam aparecer no tronco, pernas, braços e couro cabeludo.

Psoríase Ungueal – Afeta os dedos e unhas das mãos e dos pés. Essa doença faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse e escame, além de perder a cor. Também surgem depressões puntiformes ou manchas amareladas. Em alguns casos, a unha pode descolar da carne ou esfarelar.

Psoríase Pustulosa – É uma forma rara da doença, quando aparecem manchas em todas as partes do corpo ou se concentram em áreas menores, como pés e mãos. As manchas se desenvolvem rapidamente, com a formação de bolhas cheias de pus poucas horas depois da pele ficar avermelhada. As bolhas costumam secar dentro de um ou dois dias, mas podem reaparecer durante vários dias, acompanhadas de um quadro de febre, calafrios, fadiga e coceira intensa.

 

Psoríase Eritrodérmica – Também é um tipo raro da doença, com acometimento de 75% do corpo ou mais, com manchas vermelhas que podem coçar ou arder de forma intensa, além de levar à manifestações sistêmicas.

 

Psoríase Artropática ou Artrite Psoriásica – Está relacionada a qualquer forma clínica da psoríase. Além de apresentar inflamação na pele e descamação, também pode causar dores fortes nas articulações e rigidez progressiva.

 

Psoríase Palmo-plantar – Caracterizada por lesões que aparecem em forma de fissuras nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

Atualmente, existem vários tratamentos para os tipos de psoríase. Todos possuem como objetivo reduzir a inflamação e formação das placas, para impedir o crescimento acelerado das células da pele; e regular a aparência da pele.

 

Existem três opções de tratamento: tópico (cremes e pomadas), sistêmico e por fototerapia.

A escolha do tratamento mais apropriado será sugerida pelo médico, de acordo com o histórico do paciente e a tipo de psoríase.

 

Dentre as classes de medicamentos sistêmicos para o tratamento da psoríase, podem ser citados o uso de imunossupressores, que atuam no sistema imunológico com o objetivo de diminuir a capacidade do organismo se atacar; há também indicação de medicamentos biológicos, que consiste no uso de moléculas de natureza proteica, produzidas com o auxílio da engenharia genética, para tratar doenças autoimunes. São indicados, especialmente, em casos resistentes aos tratamentos convencionais; a fototerapia também pode ser indicada, já que atual na exposição cuidadosa da pele à luz ultravioleta ou a PUVAterapia, que utiliza psoralênicos mais fototerapia com ultravioleta A.

 

Queloides são lesões salientes, avermelhadas, rosadas ou escuras, causadas pelo crescimento em excesso do tecido de cicatrização no local de um ferimento já curado. O problema pode ocorrer em qualquer cicatriz da pele. É mais comum em pessoas entre os 10 e 20 anos, afro-americanas, asiáticas e hispânicas. Podem ocorrer tanto em homens como em mulheres. As lesões são mais comuns na região dos ombros, nas orelhas e na face. Podem vir acompanhadas de coceira.

 

O queloide pode ser confundido com uma cicatriz hipertrófica, com a diferença que a última pode regredir com o tempo. Para diferenciar, é recomendável fazer uma biópsia da lesão.

 

Atualmente, existem vários tratamentos disponíveis para tratar o queloide. Porém, o mais indicado é a betaterapia, que consiste na irradiação na nova cicatriz por meio de uma placa com o átomo radioativo do estrôncio, após a realização de uma nova cirurgia para retirar o queloide. A aplicação da betaterapia é indicada após 24 a 48 horas da operação, com o objetivo de atenuar a formação de fibras colágenas.

 

O uso de corticoides e de terapias a laser também são indicados para tratar o problema. É importante ressaltar que diferentes formas de tratamento associadas aumentam as chances de cura do queloide e diminuem a chance de retorno do problema.

 

Urticária é uma reação alérgica caracterizada por vergões vermelhos que ficam na superfície da pele e gera coceira.

 

Ao apresentar uma reação alérgica, o organismo libera substâncias como a histamina na corrente sanguínea, o que provoca a coceira e o inchaço.

 

As principais causas de urticárias são alimentos como frutos do mais, amendoim, peixe, nozes, ovos e leite; alérgenos comuns, como pólen, pelos de animais, latex e picadas de insetos; fatores ambientais, como calor, água, estresse emocional e exercícios físicos; além de outros problemas, como imunidade baixam doenças autoimunes, distúrbios da tireoide, hepatite, monunucloese e HIV.

 

Se a urticária for leve, pode desaparecer sozinha, sem a necessidade de tratamento. Caso seja necessário, pode ser recomendado o uso de medicamentos como anti-histamínicos e corticosteroides. Se a reação alérgica for grave, pode ser recomendado o uso de injeção de epinefrina ou corticosteroides injetáveis.

 

Verrugas são pequenos crescimentos na pele, causados por vírus quase sempre inofensivos e que podem desaparecer sozinhos. Podem surgir em qualquer parte do corpo, variam de tamanho e formato e a textura tende a ser diferente, podendo ser lisas ou rugosas. As verrugas podem se apresentar como lesões isoladas ou agrupadas.

Tipos de verruga:

Verrugas filiformes – São proliferações finas e alongadas. Surgem geralmente na face, pescoço, pálpebras e lábios. A incidência é mais alta em pessoas de mais idade.

 

Verrugas planas – Caracterizam-se por pequenas bolinhas acastanhadas ou amareladas, de superfície plana e lisa. Surgem com frequência na face e no dorso das mãos. Geralmente acometem jovens em idade adolescência.

 

Verrugas plantares – Ficam localizadas nas plantas dos pés e geralmente são confundidas com calos. Podem provocar dor ao andar.

 

Verrugas ano genitais – São lesões que lembram o aspecto de uma couve-flor. Podem acometer a mucosa vaginal feminina e masculina, uretra, vagina, colo do útero, região perianal ou mucosa oral. Existem diferentes subtipos virais envolvidos na infecção genital, como alguns subtipos de HPV considerados de alto risco e o câncer genital, principalmente o que afeta o colo do útero.

 

O tratamento está relacionado ao tipo de verruga, ao local e também a idade do paciente. Os tratamentos geralmente são feitos em consultório, com anestesia local. Consiste geralmente na retirada da verruga ou na aplicação de ácidos. Também pode ser utilizados lasers, nitrogênio líquido e infiltrações intralesionais com quimioterápicos.

 

Vitiligo é uma doença caracterizada pela perda da coloração da pele, com lesões formadas pela diminuição ou ausência de melanócitos, que são as células responsáveis pela formação da melanina. As causas do problema ainda são desconhecidos, mas teorias apontam para fenômenos autoimunes, assim como traumas emocionais.

 

Os principais sintomas são lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas com uma distribuição característica. O tamanho das manchas é variável. A doença não é contagiosa, mas as lesões provocam impacto significativo na autoestima dos pacientes.

Tipos de vitiligo: 

Segmentar ou Unilateral – Quando a manifestação atinge apenas uma parte do corpo. Geralmente acomete jovens. Pelos e cabelos também podem perder a coloração.

Não segmentar ou Bilateral – É o tipo mais comum. Geralmente, as manchas surgem em extremidades como mãos, pés, nariz e boca. Há ciclos de perda de cor e épocas em que a doença se desenvolve, e depois há períodos de estagnação. Esses ciclos ocorrem durante toda a vida.

Dentre as opções de tratamento, há o uso de medicamentos que induzem a repigmentação das regiões afetadas. Também podem ser empregadas tecnologias como laser, assim como técnicas cirúrgicas ou transplante de melanócitos.